Saltar para o conteúdo
Voltar aos guias

Comprar

Comparar equipamento: versões, pacotes e o que falta no anúncio

6 min. de leitura

Dois anúncios com o mesmo nome de modelo, o mesmo motor e um preço parecido podem descrever dois carros muito diferentes. A diferença está no equipamento — e é aí que os anúncios são menos fiáveis, porque cada um o descreve à sua maneira.

Mesmo nome, carro diferente

Os fabricantes vendem um modelo em várias linhas de equipamento, cada uma com o seu equipamento de série, além de pacotes e opções avulsas. Entre a versão mais simples e a mais completa do mesmo modelo há muitas vezes diferenças que pesam mais no dia a dia do que o motor: caixa de velocidades, bancos, iluminação, sistemas de assistência, engate de reboque.

Na pesquisa da Carvexia, os filtros de caixa de velocidades, tração, combustível, carroçaria, potência, lugares, portas e cor ajudam a restringir a escolha. Equipamentos específicos, como um aquecimento auxiliar ou um engate de reboque, verificam-se no próprio anúncio — e na visita ao carro.

Para a comparação, isto significa: não comparar «mesmo modelo, mesmo ano», mas sim «o mesmo equipamento que é importante para mim». Uma coisa é um filtro na pesquisa; a outra é uma lista que cada um faz por si.

Linha, pacote, opção avulsa

A linha de equipamento define a base e costuma também marcar o visual, as jantes e os bancos. Os pacotes juntam várias opções por um único preço — um pacote de inverno, um pacote de assistência, um pacote de tecnologia —, e a opção avulsa vem sozinha. Em alguns fabricantes, uma opção só está disponível junto com determinada linha ou pacote.

Os nomes não são uniformes, nem sequer no mesmo fabricante ao longo dos anos ou entre países. O mesmo pacote pode ter outro nome noutro mercado e incluir coisas diferentes. Quem compara entre países deve por isso comparar conteúdos, não nomes.

O que está no anúncio e o que não está

As listas de equipamento nos anúncios surgem de três formas: a partir de uma base de dados que o stand associa ao número de identificação do veículo (VIN), da memória do vendedor ou de um modelo copiado. A primeira costuma ser completa, a segunda tem lacunas e a terceira está, por vezes, simplesmente errada.

Expressões como «equipamento completo» ou «tem tudo o que existe» não dizem nada. Retire do anúncio os pontos que são importantes para si e peça que sejam confirmados — com uma fotografia ou um comprovativo.

Comprovar o equipamento

A maioria dos equipamentos é visível: interruptores, botões, entradas no menu, a forma dos faróis, a tomada do engate de reboque. Peça fotografias exatamente desses pontos, se faltarem no anúncio. O que não é visível pode esclarecer-se através do número de identificação do veículo (VIN): muitos fabricantes e oficinas da marca conseguem emitir uma ficha com o equipamento de fábrica.

A fatura original ou a nota de encomenda do primeiro proprietário é o melhor comprovativo, caso ainda exista. E, na visita ao carro, experimente aquilo que for importante para si. Um aquecimento auxiliar que aparece no menu mas não arranca não é um equipamento — é uma reparação.

O que conta — para si e na revenda

Para si, conta o que usa diariamente. Para a revenda, conta aquilo que os futuros compradores procuram nos filtros: caixa automática, engate de reboque, tração integral, determinados equipamentos de segurança e conforto, consoante a categoria do carro e a região. Esses equipamentos ajudam a vender; muitos outros dificilmente os futuros compradores pagam à parte.

Depois há equipamentos que, com a idade, podem sair caros por serem complexos de construir: suspensão pneumática, tetos de vidro grandes, faróis sofisticados, sistemas de visualização e comando complexos. Isto não é motivo para os evitar, mas é motivo para verificar o seu estado com especial atenção na visita ao carro.

Instalar depois ou comprar já como deve ser

Muitos equipamentos podem ser instalados mais tarde, mas raramente pelo preço que teriam custado de fábrica. Um engate de reboque exige, além da peça, muitas vezes uma adaptação elétrica e, consoante o país, um registo nos documentos do veículo; a entidade responsável pela matrícula esclarece como isso funciona. Sistemas de assistência e iluminação, muitas vezes, nem sequer compensa instalar depois.

Nos carros mais recentes há ainda outra variante: funções cujo hardware já está instalado e que são ativadas por software, por vezes por subscrição. Se uma função mencionada no anúncio está ativada de forma permanente ou dependia de uma subscrição é uma pergunta a fazer ao vendedor — e, por vezes, ao fabricante.

Jantes, pneus e o que mais vem incluído

No sentido lato, o equipamento inclui também o que não consta da ficha técnica: um segundo jogo de jantes com pneus, barras de tejadilho, cabo de carregamento, tapetes de inverno, uma segunda chave. Estas coisas custam mais a comprar depois do que valem no anúncio, e faltam exatamente quando são precisas.

Por isso, pergunte o que está incluído e peça que fique tudo enumerado no contrato. Nos pneus, não conta só o piso, mas também a idade, indicada no flanco. Um jogo de pneus de inverno com piso suficiente mas já antigo não é, no momento da compra, um equipamento — é uma despesa que se aproxima.

Lado a lado, linha a linha

Quando restarem três ou quatro carros, coloque-os lado a lado. A vista de comparação da Carvexia mostra até quatro carros com preço, quilometragem, data da primeira matrícula, motorização e equipamento, linha a linha; a seleção fica guardada no navegador, mesmo sem conta.

Junte à comparação a sua própria lista de equipamentos indispensáveis e elimine qualquer carro ao qual falte um deles, ou em que não esteja comprovado. O que restar compara-se depois pelo estado e pelo preço — e já não pelo tamanho da lista de equipamento.

Em importações: a versão do país

Um carro proveniente de outro mercado foi equipado a pensar nesse mercado. Isto afeta os idiomas e os mapas do sistema de navegação, os pacotes de aquecimento e de climatização, a iluminação preparada para condução à esquerda ou à direita e pormenores do equipamento de série. Em carros com volante à direita vindos de países com condução à esquerda, a questão dos faróis e da matrícula é um tema à parte.

Por isso, numa importação, pergunte pela versão do país de origem e verifique os pontos que contam no país de destino. Porque é que o mesmo modelo tem equipamento diferente no estrangeiro explica-se no artigo sobre a reimportação na UE.

Relacionado, em stock

Mais guias