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Carros elétricos

Carro elétrico usado: a bateria vale metade do preço

6 min. de leitura

Num carro usado a combustão, verifica-se uma dúzia de coisas. Num carro elétrico, uma delas decide quase tudo — e pode ser lida em vez de estimada.

Porque há muito menos para verificar

Um sistema de propulsão elétrico tem uma fração das peças móveis de um motor a combustão. Não há embraiagem, correia de distribuição, escape nem filtro de partículas, e praticamente não há mudanças de óleo. Até os travões duram mais, porque grande parte da desaceleração é feita pelo motor — o que, no entanto, faz com que os discos de travão tendam mais a enferrujar do que a desgastar-se.

O que resta é a bateria. É o componente mais caro do carro, e o seu estado determina ao mesmo tempo a autonomia, o comportamento no carregamento e o valor de revenda.

O que deve pedir para ver

A capacidade restante pode ser lida — consoante o fabricante, no menu do carro, na aplicação ou numa oficina oficial da marca. Peça para ver o relatório, não o indicador de autonomia no ecrã: este mostra uma estimativa baseada no último perfil de condução e não diz nada sobre o estado da bateria.

Pergunte também pela garantia da bateria. Na maioria dos fabricantes, dura mais do que a garantia do veículo e assegura uma capacidade mínima durante um determinado período ou quilometragem. O que conta são as condições concretas do fabricante — indicações genéricas não ajudam aqui.

A potência de carregamento conta mais do que a autonomia

Dois carros com a mesma capacidade de bateria podem ser completamente diferentes numa viagem longa. O decisivo é a potência a que carregam e durante quanto tempo a mantêm. Um carro que carrega a cinquenta quilowatts fica no posto de carregamento o dobro do tempo de um que carrega a cento e cinquenta — com a mesma autonomia.

Inverno, bomba de calor, realidade

No inverno, a autonomia diminui, porque é preciso aquecer o habitáculo e uma bateria fria rende menos. Uma bomba de calor atenua bastante este efeito e, num carro usado, é um equipamento pelo qual vale a pena perguntar — em muitos modelos era um extra pago.

O segundo ponto é banal e, mesmo assim, é esquecido: antes de comprar, esclareça onde vai carregar. Um carro elétrico sem um ponto de carregamento fixo em casa ou no trabalho é bastante menos cómodo no dia a dia, e o carregamento público custa várias vezes mais do que a eletricidade doméstica.

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