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Veículos para uma pequena empresa: escolher, comprar, manter
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Para uma empresa de obras e reparações, um serviço de entregas ou um pequeno escritório, um veículo não é um símbolo de estatuto, mas uma ferramenta que tem de funcionar todos os dias. Ainda assim, compra-se muitas vezes como um carro particular — por sensação, pela oferta disponível e sem as perguntas que só surgem na empresa meio ano depois.
Uma viatura de empresa começa pela tarefa
Antes de sequer pensar num modelo, descreva a utilização: o que vai ser transportado, quão pesado e quão volumoso? Quantas pessoas viajam a bordo? Que distâncias se percorrem, quanta cidade, quanta autoestrada? Onde fica o veículo durante a noite, e cabe na garagem subterrânea dos clientes?
Destas respostas resultam os critérios objetivos — carga útil, espaço de carga, lugares, altura, capacidade de reboque — e só depois os subjetivos. Quem começa pelo caminho inverso compra um veículo de que gosta e descobre, na primeira grande encomenda, que a palete não cabe lá dentro.
Carga útil, espaço de carga, capacidade de reboque
A carga útil é a diferença entre o peso bruto autorizado e a tara, e ambos constam dos documentos do veículo. Diminui com cada equipamento, cada estante instalada e cada passageiro, e um veículo sobrecarregado trava pior, desgasta-se mais depressa e é um problema numa fiscalização.
No peso bruto entra em jogo a carta de condução. A categoria normal para automóveis ligeiros só é válida até um limite de peso, e para veículos mais pesados ou conjuntos com reboque é preciso outra categoria. Que limite se aplica e que categorias têm os seus colaboradores é algo a esclarecer antes da compra — a regra em vigor é indicada pelo IMT ou entidade equivalente.
Ligeiro de passageiros, carrinha, furgão, pick-up
Uma carrinha (station wagon) chega para ferramentas, amostras e documentos e conduz-se como um ligeiro de passageiros. Um furgão transporta material e estantes, mas na cidade é mais largo, mais alto e mais difícil de estacionar. Uma pick-up oferece uma caixa de carga aberta e muitas vezes uma boa capacidade de reboque, mas menos espaço de arrumação protegido.
Muitos países distinguem entre ligeiro de passageiros e veículo comercial ligeiro na matrícula, no imposto e no seguro, e essa classificação depende de características técnicas, não do nome comercial. O que isso significa para os seus custos dizem-no a entidade de matrícula e o seu contabilista ou consultor fiscal.
Um ou vários iguais
Quem precisa de mais do que um veículo geralmente sai a ganhar com modelos iguais ou semelhantes: peças, pneus e manutenção são conhecidos, os colaboradores podem trocar de veículo entre si, e as estantes instaladas servem em qualquer um deles. Os custos tornam-se mais previsíveis, porque já se conhecem ao fim do primeiro ano.
Também faz sentido não comprar todos os veículos ao mesmo tempo. Aquisições escalonadas distribuem a despesa e evitam que vários veículos precisem de trabalhos caros ou de substituição ao mesmo tempo.
Comprar, financiar, alugar em leasing — e a fatura
Se uma empresa compra, financia ou opta por leasing é uma questão de liquidez e de contabilidade; essa ponderação está no artigo sobre leasing e crédito, e a questão do uso privado no artigo sobre viaturas de empresa. Para a decisão precisa dos números da sua empresa, não dos de um guia.
Há um ponto prático válido em quase todo o lado: quem tem direito à dedução do IVA deve procurar uma fatura com o IVA discriminado. Em veículos usados isso não é garantido, porque os stands muitas vezes vendem em regime de margem. Na Carvexia, os stands podem assinalar anúncios em que o IVA é dedutível, e a pesquisa permite filtrar por esse critério.
Comprar usado para a empresa
Antigos veículos de frota têm muitas vezes quilometragens altas e uma manutenção sem falhas, porque as frotas fazem manutenção planeada. Para uma empresa, essa é uma boa combinação. Em veículos comerciais, repare nos sinais de trabalho: danos no espaço de carga, furos de estantes e de autocolantes, o estado da embraiagem e do engate do reboque, e as marcas de cargas pesadas no chassis e nos pneus.
Pergunte também para que foi usado o veículo anteriormente. Um furgão de uma empresa de estafetas teve uma vida diferente da de um que ia duas vezes por semana a uma obra, mesmo com a mesma quilometragem.
Elétrico na empresa
Para empresas com percursos diários previsíveis e uma localização fixa, um veículo elétrico pode ser uma boa opção: carrega-se durante a noite na empresa, e os trajetos são semelhantes todos os dias. Conte com o percurso diário realista mais longo, com carga e no inverno, não com a média — o dia em que a autonomia não chega custa uma encomenda.
Dois pontos são muitas vezes esquecidos. A bateria pesa, e isso pode reduzir a carga útil em relação a um veículo a combustão comparável; nalguns países vigoram, por isso, regras de peso especiais para a carta de condução no caso de furgões elétricos, cuja versão em vigor é indicada pelo IMT ou entidade equivalente. E o carregamento público em viagem é tempo de trabalho que ninguém paga.
Planear a manutenção antes de o veículo chegar
Um veículo parado na oficina faz falta na empresa. Por isso, planeie antes da compra onde vai ser feita a manutenção — idealmente perto da localização, numa oficina que conheça a marca e ofereça horários fora das horas de ponta —, e o que acontece se um veículo avariar: viatura de substituição, aluguer, reorganização.
No seguro deve ser indicado o uso comercial e, consoante a atividade, também a mercadoria e as ferramentas transportadas. O que pode e deve ser segurado varia consoante o país e a seguradora; uma pergunta à seguradora antes da compra evita surpresas no primeiro sinistro.
Os documentos que uma empresa deve organizar
Para cada veículo deve existir uma ficha: contrato de compra e venda e fatura, matrícula, seguro, faturas de manutenção e reparação, participações de sinistro e quem conduz o veículo e quando. Onde for exigido um livro de bordo ou um registo de utilização, este também deve fazer parte dela.
Esta ficha não é apenas contabilidade. É a prova na revenda, a base para a próxima compra e a resposta à pergunta sobre que modelo se revelou mais adequado na empresa.