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Peças

Pedir uma peça que não está em nenhum catálogo

5 min. de leitura

Nem toda a peça está num catálogo. Algumas são raras, outras um vendedor tem sem as registar uma a uma, e outras só aparecem para quem conhece o número certo. Um pedido de peça inverte a pesquisa: você descreve o que precisa, e os vendedores contactam-no — se tiverem alguma coisa.

Quando a pesquisa não encontra nada

Antes de pedir, vale a pena tentar outra vez com outros meios. Pesquise pelo número OE em vez do nome; o campo de pesquisa também encontra números que os vendedores registaram. Experimente o número nos dois formatos, com e sem espaços — os vendedores registam-no de forma diferente. E retire o ano ou o modelo do filtro: alguns vendedores indicam menos do que seria de esperar, e o artigo deles só aparece sem essa restrição.

Se mesmo assim não encontrar nada, «Não encontrou a peça? Fazer um pedido» na pesquisa de peças leva ao formulário. Marca, modelo e categoria são transferidos automaticamente, se já os tiver escolhido, e o seu termo de pesquisa fica como início da descrição. O pedido não é vinculativo e não precisa de conta. Se o fizer com sessão iniciada, encontra-o mais tarde em «Pedidos de peças»; caso contrário, as propostas chegam só por e-mail.

O que o pedido não é: uma promessa. Chega aos vendedores que têm peças para a sua marca, e cada um decide por si se e quando responde. Pode chegar uma proposta, várias ou nenhuma. Por isso, não marque uma ida à oficina antes de ter uma proposta.

Os dados que ajudam um vendedor a encontrar a peça

São obrigatórios a marca, o modelo, uma descrição, o seu país e o seu e-mail. Facultativos, mas muitas vezes decisivos, são o ano, a categoria, o número de identificação (VIN) e o número OE. O VIN é o dado isolado mais seguro: através dele, um vendedor com acesso aos dados do fabricante consegue determinar a versão exata do seu veículo — motor, sistema de travões, equipamento — que se esconde atrás de um nome de modelo. Consta no certificado de matrícula.

Quem vê o seu pedido depende da marca: vendedores de peças cujo catálogo tenha pelo menos um artigo compatível com esta marca, e vendedores que tenham peças universais. Eles veem o seu veículo, incluindo o VIN e o número OE quando indicados, a descrição e o país — não o seu nome nem o seu e-mail. Esses ficam guardados na Carvexia até você próprio responder a uma proposta.

Daqui resulta uma regra para a descrição: nada de número de telefone, nada de morada, nada que não mostraria a qualquer vendedor desta marca. O texto sai exatamente como o escreve.

A peça antiga como fonte: números e fotografias

A melhor fonte de informação já está muitas vezes disponível: a peça que vai ser substituída. Em muitas peças há um número, gravado, moldado ou numa etiqueta. Pode ser o número OE do fabricante do veículo ou o número de artigo de um fornecedor. Ambos ajudam: o número OE no campo próprio, o outro na descrição, com a indicação de onde vem.

Se a peça ainda estiver montada, ajudam as faturas de reparações anteriores, desde que indiquem números de peça. Se o número estiver ilegível, não vale a pena adivinhar por semelhança — nesse caso, o caminho passa pelo VIN, junto do próprio vendedor ou no balcão de peças de uma oficina da marca.

O formulário não aceita fotografias. Tire-as mesmo assim, antes de pedir: a peça de todos os ângulos, o número legível, conectores e pontos de fixação, e uma fita métrica para o tamanho. Se um vendedor perguntar na proposta, envia-as em resposta ao e-mail dele. Nesse momento, porém, ele também vê o seu e-mail — é o ponto em que o pedido anónimo se transforma numa conversa.

Descrever exatamente o que é preciso

A descrição é o campo que o vendedor realmente lê. É ela que decide se ele faz uma proposta ou passa à frente o pedido, porque teria de perguntar primeiro. Fica compreensível sem perguntas adicionais com estas informações:

  • Local de montagem e lado: à frente ou atrás, esquerda ou direita, sempre visto no sentido da marcha.
  • A quantidade: uma peça, um par, um jogo. Discos de travão e amortecedores trocam-se por eixo.
  • Equipamento que altera a peça: pacote desportivo, engate de reboque, motor com potência, tipo de faróis e, em peças de carroçaria, o código de cor.
  • Nova, peça de troca (recondicionada) ou usada — ou o que estiver disposto a aceitar. Quem aceita tudo, diga-o, para que nenhum vendedor guarde a proposta para si.
  • Até quando precisa da peça, se for urgente, e se aceita levantamento pessoal.

Um exemplo e uma regra

Uma descrição que funciona: «Espelho retrovisor exterior direito no sentido da marcha, retrátil elétrico, com pisca, código de cor abaixo, caixa pintada ou por pintar, novo ou usado.» Uma descrição que gera perguntas: «Espelho partido, preciso de substituto.» A diferença custa-lhe dois minutos e decide muitas vezes se alguém sequer responde.

Se precisar de várias peças que pertencem juntas, peça-as no mesmo pedido — discos e pastilhas de travão de um eixo, por exemplo. Peças de zonas diferentes do carro pertencem a pedidos separados, porque costumam envolver vendedores diferentes, e cada um só pode responder ao que tem.

Comparar propostas: estado, garantia, envio

Uma proposta chega por e-mail. Consiste numa mensagem do vendedor, opcionalmente um preço, indicado como preço segundo o vendedor, e por vezes uma ligação para um artigo do catálogo dele. Com ligação, encomenda através da página do artigo: a encomenda vai para o vendedor, o pagamento é feito com cartão através do Stripe Checkout, e o contrato é celebrado com o vendedor. Sem ligação, combinam diretamente, e o pagamento e o envio ficam entre vocês, não passam pela Carvexia.

Não compare apenas o valor. Pergunte o que falta na proposta:

  • Estado: nova, peça de troca ou usada? No caso de uma peça de troca, se a peça antiga tem de ser devolvida e se há um depósito para isso.
  • Compatibilidade: o vendedor verificou pelo VIN ou pelo número OE, ou calculou apenas por marca e modelo?
  • Garantia e devolução: o direito de retratação rege-se pela lei do local onde o vendedor está sediado — na UE existe um direito de retratação legal na compra à distância a um vendedor profissional; na Suíça não existe.
  • Envio: custos, prazo, embalagem e, no caso de peças volumosas, se pode ser entregue numa oficina.
  • Em peças usadas: uma fotografia exata da peça que vai receber e os dados do veículo de origem.

Fechar o pedido

Se encontrou a peça — através de uma proposta ou de outra forma —, feche o pedido. Todos os e-mails com uma proposta contêm uma ligação para isso, que funciona sem conta. Se fez o pedido com sessão iniciada, também pode fazê-lo em «Pedidos de peças», mesmo que ainda não tenha chegado nenhuma proposta. Depois disso, nenhum vendedor pode enviar propostas, os vendedores sem proposta deixam de ver o pedido, e quem já respondeu vê-o como fechado. As propostas recebidas mantêm-se consigo.

Isto é mais do que cortesia. Os vendedores investem tempo numa resposta, e um pedido que fica em aberto, apesar de a peça já estar montada há muito, custa-lhes trabalho para nada.

E se não chegar nenhuma proposta: faça um pedido mais amplo, em vez de repetir o mesmo. Deixe o estado e a origem em aberto, indique o número OE se tiver faltado, ou pergunte com o VIN no balcão de peças de uma oficina da marca se a peça ainda está sequer disponível. Para peças raras, os desmanches especializados na marca e os clubes de marca costumam ser melhor opção do que um catálogo geral.

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