Saltar para o conteúdo
Voltar aos guias

Oficina

Preparar a marcação na oficina: o que ela precisa de saber

7 min. de leitura

Uma oficina trabalha com o que fica a saber quando recebe o carro. Quem ali diz «faz ruídos esquisitos» recebe uma busca paga à hora. Quem descreve quando, onde e como recebe um diagnóstico — e, na maioria das vezes, a fatura mais pequena.

O pedido é metade do diagnóstico

Entre o momento em que aparece um problema e aquele em que um mecânico tem o carro à frente passam muitas vezes dias. Nesse tempo, a memória dos pormenores esmorece, e são precisamente eles que delimitam uma causa. Escreva-os enquanto estão frescos: custa cinco minutos e, em certos casos, poupa uma hora de procura de avaria.

Isto vale para reparações e para a revisão. Também numa revisão ajuda a oficina saber o que foi feito desde a última vez, o que reparou e o que expressamente não quer.

Descrever o sintoma, não a causa

Uma boa descrição responde a cinco perguntas: Desde quando? Quando exatamente — a frio ou a quente, ao arrancar, travar, virar, a que velocidade? Com que frequência — sempre, às vezes, só com piso molhado? Como soa, cheira ou se sente? E acende-se alguma coisa no painel? Um vídeo com som, gravado do banco do passageiro, diz por vezes mais do que qualquer descrição.

O que não deve constar é o diagnóstico próprio. «O rolamento da roda está estragado» orienta a busca para uma peça e, se não era isso, essa peça pode mesmo assim ter sido trocada. Escreva o que percebe e deixe que a oficina tire a conclusão. A sua suspeita pode mencioná-la na conversa — como suspeita.

Documentos e o que deve ir no carro

Muito do que consome tempo na receção prepara-se em casa em dez minutos. Uma oficina que não tem de procurar o VIN nem esperar por uma chave começa mais cedo o trabalho — e o tempo que de outro modo gastaria com isso, paga-o você.

Leve o que a oficina precisa para não ter de adivinhar e retire o que ali não faz falta:

  • Certificado de matrícula (na Suíça, Fahrzeugausweis; na Alemanha, Zulassungsbescheinigung), para o VIN e a versão do veículo.
  • Livro de revisões ou o acesso ao registo digital de manutenção, mais as faturas dos últimos trabalhos.
  • O adaptador das porcas antirroubo das jantes, se estiverem montadas — sem ele não sai nenhuma roda.
  • Objetos de valor, cartões de estacionamento e tudo o que é pessoal, fora; cadeirinhas de criança fora, se se trabalhar no habitáculo.
  • Anotar a quilometragem e o nível do depósito e tirar algumas fotografias do estado do carro à volta.

Na revisão: o que acrescentar por escrito

Também uma revisão não é igual em todas as oficinas. Escreva no pedido que aviso mostra o indicador de revisão ou que revisão está prevista no plano de manutenção, e o que foi feito fora do plano desde a última vez. Assim a oficina planeia com o âmbito de que o seu veículo realmente precisa, em vez de um pacote padrão.

Diga também o que deve ser feito nessa oportunidade — trocar a posição das rodas, escovas do limpa-vidros, uma lâmpada — e o que expressamente não: aditivos, lavagens de sistemas ou produtos de cuidado que não quer. Uma oficina que o sabe de antemão não precisa de telefonar, e você não tem de discutir a fatura.

O limite de autorização

A maioria dos mal-entendidos entre cliente e oficina não surge no trabalho combinado, mas no que se junta durante o trabalho. Combine por isso, antes da marcação, o que acontece se a oficina encontrar alguma coisa: um telefonema antes de cada trabalho adicional ou um limite até ao qual pode continuar sem perguntar.

Registe o combinado por escrito — na ordem de serviço ou num e-mail — e diga como pode ser contactado. Uma oficina que não o consegue contactar fica perante a escolha de deixar o carro meio desmontado ou de continuar a trabalhar sem autorização, e as duas coisas são más para ambos os lados.

Levar peças próprias?

Quem compra as peças por si poupa no preço da peça e perde muitas vezes a garantia legal sobre a peça, porque a oficina não responde por um artigo que não escolheu. Algumas oficinas não montam peças trazidas pelo cliente, outras cobram uma mão de obra mais alta. É decisão delas e deve ficar esclarecida antes da compra.

Se a oficina estiver de acordo, mande entregar a peça diretamente lá, com o nome dela na morada, e indique o número de artigo no pedido, para que possa verificar de antemão se é a peça certa.

Marcação, duração, pagamento

Pergunte quanto tempo o carro fica, quando pode ser levantado e se é possível um carro de substituição. Em trabalhos maiores vale a pena perguntar se é preciso encomendar peças de antemão; nesse caso a marcação depende da entrega, e um carro que espera três dias por uma peça está melhor em casa do que no pátio.

Esclareça também como se paga. A fatura paga-a diretamente à oficina; através da Carvexia não passa nenhum pagamento por trabalhos de oficina.

O pedido de marcação através da Carvexia

No diretório de oficinas escolhe uma empresa e envia um pedido de marcação: nome, e-mail, se quiser telefone, data pretendida, veículo, o serviço pretendido e uma descrição. Não é preciso conta. Depois de enviar, o formulário confirma a receção; se tiver sessão iniciada e o endereço da sua conta estiver no formulário, a confirmação de receção chega também por e-mail — e ainda não é uma marcação.

A oficina responde de uma de três maneiras: confirma, propõe outra data ou recusa, podendo indicar um motivo. Cada resposta chega por e-mail, e uma resposta a esse e-mail vai diretamente para a empresa. Aceita uma data proposta respondendo à oficina; fica confirmada quando ela a confirma. Com conta, vê também o pedido, a proposta e o estado em «Marcações».

Não garantimos um prazo de resposta. Em tudo o que diga respeito à segurança, o telefone é, de qualquer modo, melhor caminho do que um formulário.

Na recolha do carro

Ponha a fatura ao lado do orçamento e pergunte por cada posição que não reconhece. Peça para lhe mostrarem ou entregarem as peças velhas, se o combinou antes. E faça um pequeno teste na estrada antes de sair do pátio — um ruído que ainda lá está esclarece-se agora em dois minutos e mais tarde em duas marcações.

Depois, a fatura pertence ao dossiê do carro. É a prova para a garantia legal, a garantia comercial e a revenda, e quanto mais exatamente indicar peças e trabalhos, mais vale mais tarde.

Relacionado, em stock

Mais guias